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actoúnico

July 3, 2010

14:09

“Neste contexto, o lendário sistema de escrita a lápis de Walser surge como um exercício preparatóroio para a vida na clandestinidade. Os ‘microgramas’ [..] são, enquanto forma engenhosa para conseguir continuar a escrever, [..] fragmentos de uma verdadeira emigração interior. [..] Walser, como ele próprio esclarece numa carta a Maz Rychner, ao recorrer à escrita a lápis, menos definitiva, pretende sobretudo vencer as suas inibições; e é também certo, como observa Werner Morlang, que procurava inconscietemente pôr-se ao abrigo das instâncias públicas e interiorizadas da avaliação por meio dos seus sinais indecifráveis, arrumar-se sob o nível da linguagem e desaparecer de cena.”

robert walser microscript http://molossus.wordpress.com/2010/04/14/the-prodigal-son-a-microscript-by-robert-walser/

sobre o território do lápis

“‘Vêm’, dizia Benjamin, ‘da loucura e só da loucura. São figuras que deitaram a loucura para trás das costas e que por isso se quedaram numa superficialidade dilacerante, absolutamente desumana e inabalável. Se quiséssemos resumir numa palavra o que elas têm de agradável e de sinistro, poderíamos dizer: estão todas curadas‘”

W.G. Sebald sobre Robert Walser

(o lápis como abrigo do desaparecimento)

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