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actoúnico

May 30, 2009

01:33


- o acto de pensar

May 18, 2009

14:45

“O que é o mútuo? Começa por ser o que em tempos se chamava de ‘conversação espiritual’, mas desenvolvendo-se em relação textual, física (como se diz do acto de amor), cuja dinâmica ou sentido é a mutação das grandes narrativas (a que também chamamos problemáticas). Destes encontros cada participante sai modificado, e vê modificado o seu mal de amor, que é o nome do inconfortável que há no seu próprio pensamento. Este, o efeito específico da configuração singular de cada encontro que, atravessando os mitos e arquétipos que dão forma ao mundo, ao seu texto, os confirma na certeza inabalável de que o mútuo não é um acidente, um repetível arbitrário, mas o autêntico motor da mudança das narrativas e da metamorfose dos corações. Porque só isso passa, para voltar sempre mais próximo do amante. E assiste-se assim, em cada encontro, a um trabalho de poeta e de ladrão.”

sobre a narrativa de Maria Gabriela Llansol, por Augusto, em Finita

May 16, 2009

09:14

No te quedes inmóvil

al borde del camino
no congeles el júbilo
no quieras con desgana
no te salves ahora
ni nunca
no te salves
no te llenes de calma

no reserves del mundo
sólo un rincón tranquilo
no dejes caer los párpados
pesados como juicios

no te quedes sin labios
no te duermas sin sueño
no te pienses sin sangre
no te juzgues sin tiempo

pero si
pese a todo
no puedes evitarlo
y congelas el júbilo
y quieres con desgana

y te salvas ahora
y te llenas de calma
y reservas del mundo
sólo un rincón tranquilo
y dejas caer los párpados
pesados como juicios
y te secas sin labios
y te duermes sin sueño
y te piensas sin sangre
y te juzgas sin tiempo
y te quedas inmóvil
al borde del camino
y te salvas
entonces
no te quedes conmigo.

de Mario Benedetti

06:00

“My indifference is not the concern here,” Kathy tells her victim, who sobs, asking how she could do this. “It’s your astonishment that needs studying.

- Kathleen Conklin in Addiction, by Abel Ferrara

May 3, 2009

02:56

cobri as ruínas do teu corpo no canto do quarto
com um manto de criança. deixei-te silente e sossegado.
saíste sem pré-aviso para o décimo andar da tua infância
onde reclamas em surdina - nesse festim de fome
o que era sexo tornou-se leite e sou eu que procuro
a manta com que te cobria na manhã plena de missivas
desse ontem distante.

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