“Johanna Altvater Zelle foi para a Ucrânia ainda solteira, com 22 anos, e tornou-se secretária de um comissário distrital, Wilhelm Westerheid. Os sobreviventes recordavam-se dela como sendo a famosa Fraulein Hanna e acusaram-na, entre outros crimes, de ter esmagado a cabeça de um bebé de um ano contra o muro de um gueto e de ter lançado várias crianças pela janela de um hospital improvisado, provocando a sua morte. No início dos anos 60, em Haifa, Israel, um dos sobreviventes, Moses Messer, comentou com os advogados: ‘Nunca vi tamanha crueldade numa mulher. Jamais esquecerei aquela cena’.
Testemunhas descrevem-na como tendo cabelo curto, louro e feições masculinas. Usava calças, referiram, e gostava de montar sem sela. De regresso à Alemanha, Johanna Altvater Zelle casou-se, tornou-se funcionária da assistência social, na sua terra natal, Minden, trabalhando em casos relacionados com jovens, e adoptou um filho.”
- “Hococausto. Uma tragédia representada por mais mulheres do que se pensava” - Jornal i, 30/07/2010 (artigo original do New York Times)


